terça-feira, 9 de dezembro de 2014

PEDAL ATÉ A PEDRA PRETA COM OS AMIGOS MARCELO E CRISTINA.



Eu e a Cristiana Coelho no mirante da pedra preta.
Por essa foto vocês podem ter uma noção do quanto subimos.
      Sabe aquelas placas e estradinhas rurais, pelas quais sempre passamos , mas nunca prestamos atenção ou entramos ???     Para nós  são simples locais de passagem , nada mais que  isso.   No entanto   tais  estradinhas esquecidas   podem revelar surpresas pra lá de agradáveis, porém somente  para àqueles que tem a curiosidade de trilhar seus caminhos.   Foi justamente isso que aconteceu com a gente nesse domingo.     Após algumas mudanças de data e  trajeto,  acabamos optando , por sugestão minha , pela região da pedra preta , cuja entrada fica a poucos kilômetros de Vargem grande , aos pés da bonita serra do M  .     Partimos, como combinado, lá da minha casa , em direção à pedra selada , fomos presenteados com um dia muito bonito, claro e ensolarado,  o que aumentou ainda mais nossa disposição e sede por aventuras  e  tornou nosso pedal ainda mais agradável.     Como sempre acontece  fizemos uma parada estratégica no bar do Augusto, o melhor e mais famoso do lugar.     Esse famoso bar já é ponto de referência na região , não só pelos excelentes salgados  ,  em especial pelo pastel , mas também pelo simpático e atencioso atendimento do Augusto, que por sinal vem a ser meu parente.      Os deliciosos pastéis e refrigerantes renovaram nossas  energias , sendo assim nada mais nos impedia de chegarmos ao nosso destino :  o bonito e praticamente desconhecido paredão da pedra preta.     Seguimos pela    estrada de terra que leva à fumaça e poucos kms depois pegamos a estradinha à esquerda que leva à pedra preta.     Poucas centenas de metros depois de  termos entrado nesse caminho já fomos agraciados com um visual muito bonito , não só das montanhas ao longe  e acima, como também do belo riacho que vai serpenteando pela região.    A estradinha propriamente dita também é uma delícia de se pedalar .     O trecho inicial foi relativamente plano,  e mais ou menos na metade era de subidas não muito íngremes.  Correu tudo bem, só algumas dúvidas nas bifurcações , pois já faziam mais de 5 anos que eu não pedalava por ali.     No trecho final as subidas foram se tornando cada vez mais íngremes , mas mesmo assim pedaláveis, porém  nos trechos finais não houve jeito precisamos empurrar , foi muito cansativo.   De repente a estradinha acabou , se transformou numa trilha , bem no alto , era praticamente um mirante , e ao olharmos para baixo ficamos surpresos de vermos o tanto que havíamos subido.    A vista  era muito bonita , um verdadeiro mar de morros .   Ao mesmo tempo , estava bem ali , pertinho de nós , a  grandiosa pedra preta.    Como a Cristina  Coelho  gosta de trekking e eu mais ainda   , resolvemos nos aventurar pela trilha para tentar alcançar a base do paredão rochoso, ou talvez até mesmo  o seu topo, isso sem falar  em  uma outra trilha que dizem existir e que sai na região da Bagagem.    Andamos e subimos um bom trecho nessa trilha , tanto no meio de pastos quanto em meio à mata, mas  infelizmente não chegamos nem na trilha, nem na base da enorme pedra e muito menos no seu topo e ainda por cima perdi meu capacete que por ser verde se camuflou em meio à vegetação , e por isso não conseguimos achá-lo de jeito nenhum.     Porém nosso pequeno trekking  resultou em bons momentos , belas  vistas e bonitas  boas fotos.     Ficamos lá em cima um bom tempo desfrutando do local e das paisagens  que a  pedra preta  oferece,  paisagens  essas que compartilho com vocês por meio de fotos.    Quanto a volta nem vou falar muito, foi facílima , visto que seriam só descidas , só eu (Jorge Nogueira ) que fui mais devagar um pouco pois estava sem capacete.    Dentro de pouco tempo já estávamos novamente no bar do Augusto , renovando as energias e logo a  seguir rumamos para Resende .   É isso aí amigos : sair da zona de conforto sempre vale a pena , portanto : PENSE LONGE E VÁ DE BIKE, PORQUE A CADA AVENTURA DESCOBRIMOS NOVOS CAMINHOS , NOVOS LUGARES ...NOVOS E INFINITOS HORIZONTES

Eis aí o paredão da pedra preta.

Eu na trilha .

Lá de cima podemos apreciar um "mar de morros ".

Essa estradinha é uma delícia para pedalar , vistas muito bonitas .

Subimos muito , muito mesmo , mas nossos esforços foram recompensados .

No trecho final a estradinha se transforma numa trilha .

Uma bela foto de recordação não pode faltar.

Nosso amigo Marcello , sempre muito animado.



Início da estradinha que leva à pedra preta.
Também há um riacho que vai serpenteando pela região.
A bonita e antiga igreja de santo Antônio , em Vargem grande.

Uma paradinha no bar do Augusto pra lanche e descanso não pode faltar.
Eu, Marcelo e nossas bike


quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Trilha do rancho caído : Abrigo Rebouças ( parte alta do PNI ) x cachoeira do escorrega (Maromba).

Trecho inicial de nossa trilha nas proximidades do famoso pico das agulhas negras.
    Às vezes pensar demais não é bom , um pouco de" falta de juízo" e  de bom senso de vez em quando, não faz mal pra ninguém,   é bom,  e geralmente rende  boas  aventuras e excelentes lembranças pois os imprevistos é que costumam dar as melhores histórias.   E  isso sem falar  nas  novas amizades  que fazemos  e também  nos  bonitos  lugares  que conhecemos.     Pois bem , foi exatamente isso que aconteceu comigo há poucos dias atrás,  estava de bobeira em casa , e como sempre dando uma espiadinha no facebook , quando de repente recebo uma mensagem da minha amiga Cristina Coelho , me convidando  pra fazer, juntamente com outros amigos, a trilha do rancho caído, que se localiza na parte alta do parque nacional de Itatiaia que começa no  abrigo Rebouças , no sopé do pico das agulhas negras,  e vai  até a cachoeira do escorrega na Maromba, região de visconde de Mauá.     Eu  aceitei o convite  na hora , sem pensar muito , sem ter a mínima noção do que estava por vir.   Ainda bem que foi assim, sem ter muita noção , pois se soubesse  talvez tivesse ficado  receoso de não aguentar o tranco e assim  acabaria perdendo um trilha espetacular , numa região linda , diferente , onde a cada lado que se olhe  existem  visuais belíssimos  e  inúmeras formações rochosas  estranhas , diferentes e interessantes. 
As palavras escritas dificilmente conseguirão  descrever totalmente todas as belezas que ví e menos ainda os cansaços e perrengues do percurso ,mas mesmo assim vou tentar , na medida do possível,  através desse pequenos relato , descrever  como tudo se passou .     O tempo  conspirou a favor e o dia amanheceu  muito bonito , o que tornaria nossa aventura ainda melhor.    Chegamos na portaria do parque e pouco tempo depois já estávamos  à caminho da trilha do rancho caído.  Fizemos uma breve parada no abrigo Rebouças onde pudemos encontrar o  Waldemir Niclevits , primeiro brasileiro a escalar o Everest, de  lá fomos num bom ritmo em direção a pedra do altar , uma das muitas atrações ao longo do caminho, A parte alta do PNI (parque nacional do Itatiaia ) é um verdadeiro  paraíso , não apenas  para os  alpinistas, mas para todos àqueles que apreciam a natureza.  Nessa parte inicial do percurso passamos bem perto do majestoso pico das agulhas negras, passamos em frente e depois a trilha segui pela parte de trás da famosa montanha, embora o agulhas negras seja o mais alto   existem muitas outros picos na região.   Continuamos nossa jornada e algum tempo depois  já estávamos nas proximidades da cachoeira do Airuoca  ,, muito bonita , de águas extremamente frias , mas , mesmo assim, um de nossos colegas , o William arriscou um mergulho, quanto aos  demais se contentaram em descansar e tirar fotos.     Seguimos em frente e chegamos em outra região muito bonita na qual se avistava ao longe , no alto de uma montanha as pedras chamadas "ovos da galinha", visual muito bonito e diferente, aliás  a parte alta do PNI é super interessante , nem parece que estamos a meio caminho entre Rio e São Paulo, em certos momentos parece que estamos em outro mundo  não só devido ao ecossistema diferente , mas também e principalmente pelas montanhas e rochas, além da sensação de isolamento.     Foi bem cansativo, é verdade  , as constantes subidas e descidas  aliadas à altitude  cobraram seu preço em termos de desgaste físico, mas as boas companhias aliadas as águas puríssimas  que encontramos ao longo do caminho amenizaram as agruras do percurso .  À medida em que seguíamos em frente, as  paisagens sempre nos surpreendiam, lá , depois de cada curva, atrás de cada montanha ,sempre se podia esperar por uma surpresa agradável que se apresentava sob a forma de paisagens espetaculares.    Sou suspeito pra falar , mas  gostei de tudo, e em especial d ovos da  galinha,  pedras essas que tivemos a oportunidade de ver bem de perto, inclusive  algumas delas foram  escaladas por nós.    Gostei de todas , mas sem dúvida a  mais interessante , é uma, que vista de longe, parece que está em equilíbrio precário  , mas na realidade    não é nada disso,   ela está super  firme e forte há milhares, talvez milhões, de anos , e penso que nem  cem homens juntos poderiam move-la do lugar.     É claro que não perdemos a oportunidade , e tratamos de tirar umas    fotos interessantes e divertidas pra levar de lembrança. t.      Muito lindo esse local e mais lindas ainda as pedras , porém continuar caminhando  era preciso, a trilha era longa e o caminho bem distante, e a cachoeira do escorrega ainda não estava nada perto.      Tudo correu muito bem , entre um passo e outro conversas agradáveis e momentos divertidos, também  fizemos algumas poucas e  breves paradas para lanche  e fotos.    Depois de muito andar chegamos num local incrível , que  tem uma vista espetacular de grande parte do sul de minas , com seu  interminável  mar de morros  , além disso ainda eram visíveis, bem ao longe,  o pico da pedra do papagaios em Airuoca MG,  à esquerda , e a pedra selada, à direita.    Após  andarmos um pouco mais chegamos a um mirante, onde descansamos alguns minutos e pudemos apreciar  a linda vista da região de visconde de mauá  e  também de  parte do vale do paraíba , vistas essas que estavam bem   ao longe e abaixo.    Essa vista da região do Mauá  me enganou bastante, pois apesar de muito bonita deu a sensação de que já estávamos  mais ou menos perto da Maromba.    Ledo engano, à partir dali começaria uma descida  bem longa e  íngreme , que me maltratou bastante,  maltratou tanto à ponto de eu me   ficar feliz quando encontrava subidas e trechos mais ou menos planos, na verdade eu estava com bastante fôlego e disposição , mas os músculos utilizados para descer estavam fracos.     Como já disse a descida foi bem cascuda, mas também devo ressaltar que oferecia vistas maravilhosas da região e isso sem falar que passava  por recantos muito bonitos , inclusive cascatas e regatos de águas muito puras , cristalinas e refrescantes.   Descemos , descemos e descemos , até que finalmente adentramos uma mata , e a trilha seguiu assim, durante muito tempo, sob sombra e  vegetação densa e continuou assim  até quase a cachoeira do escorrega.    Esse trecho de trilha dentro da mata   foi  uma aventura à parte, nosso guia , o William , sempre falava que já estávamos perto, faltava pouco, só que o perto dele , era o perto do mineiro , ou seja: de perto não tinha nada, era longe pra caramba.    E assim foi , passa na água, pula o tronco, enrosca no cipó , escorrega na lama , tropeça na pedra  , algumas quedas , enfim acontecimentos banais nesse tipo de aventura.    Apesar dos perrengues foi tudo muito legal, lugares diferentes, pessoas legais, tudo num clima de  animação , cordialidade e solidariedade ,  o que fez  com que os perrengues e cansaço  se tornassem  irrelevantes e ajudou a elevar o ânimo e moral de todos.      Caminhamos, caminhamos e caminhamos  , já eram quase cinco da tarde quando de repente  saímos num descampado,  finalmente a mata  acabara.   Na realidade  havíamos chegado  em um sítio, um posto da guarda florestal do parque, que estava  a cerca de um km da cachoeira do escorrega.       Que alívio, apesar de ter adorado a aventura naquela altura dos acontecimentos  meu corpo já implorava por  descanso , e meu estômago reclamava uma boa refeição .    Porém à partir de agora tudo seria moleza ,  já estávamos  novamente na "civilização ", era questão de pouco tempo para pegarmos o ônibus e voltar para  casa ,   não sem antes lancharmos na Maromba.      Em teoria nossos perrengues já teriam acabado por aí , mas não foi bem isso que aconteceu, assim que chegamos no escorrega ficamos sabendo que teríamos de chegar rapidinho no Mauá pra pegar o último ônibus, o das 7 da noite.    Chegar no Mauá foi outra aventura, eu fui o  primeiro a conseguir carona.... assim que entrei no carro percebí que o motorista e seu amigo estavam bêbados, o carro recendia a àlcool, mas  apesar disso os 2 eram super gente boa..    Fazer o quê, me resignei e fui com eles até a praça da Maromba, onde esperei pelos demais.     A Cristina e o Luciano também conseguiram uma corona , em um fusca bem velho , que no meio do caminho se envolveu em um acidente com outro carro, felizmente não foi nada sério , só um pequeno amassado na lataria, nem briga teve, segundo eles a situação logo se resolveu  e pouco tempo depois se encontraram  comigo na praça da Maromba onde esperamos pelos demais.     À princípio achei que nossos colegas não conseguiriam carona fácil, mas felizmente estava enganado porque pouco tempo depois passaram por nós em uma camionete de carroceria bem pequena e apertada , mas mesmo assim também  ofereceram carona  para nós até o Mauá, é claro que  não pensamos duas  vezes, subimos imediatamente  na carroceria  e seguimos para o Mauá.     Caramba , que aperto , não dava pra mexer nem um dedo, cada centímetro da  carroceria estava ocupado por nós.    , Que  perrengue , que aperto, a cada curva era um sofrimento, mas acabamos por chegar no Mauá , onde finalmente  poderíamos pegar  o tão sonhado ônibus pra Resende.    Pensam que acabou por aqui ???    Pois estão redondamente enganados !!!     Aqui começava outra" novela" !!!      Depois de algum tempo no Mauá ficamos sabendo que não haveria ônibus pra Resende , os horários divulgados na  internet  não eram cumpridos pela empresa.   Sendo assim só nos restava pedir carona, o que não seria nada fácil de conseguir  pois além de já estar escurecendo o nosso aspecto físico não era dos mais agradáveis , todos sujos , cansados , estropiadas, fatos esses que certamente assustariam os motoristas mais sensatos e desconfiados .   Porém mesmo assim acabamos conseguindo uma carona para o nosso amigo Emerson que era o que mais precisava pois  estava com os pés cheio de bolhas , nem usava mais calçados , só meias.     Ele foi, e nós ficamos, e como estava difícil conseguir outra acabamos decidindo pedir uma van pra nos buscar , mas antes fomos lanchar na pastelaria perto da igreja.   Conversa vai , conversa vem, e eis que de repente uma amiga minha de longa data , a Marisa, me vê, me cumprimenta , e me pergunta o que estavámos fazendo por  alí.      Respondi  a ela que estávamos esperando a van, e ela me respondeu  :  Pra que isso !!!      Estamos justamente indo pra cidade , com 2, isso mesmo  2 carros vazios ,  e vocês podem ir com a gente.      Que sorte , papai do céu é  bom demais !!!      E assim , pouco tempo depois já estávamos chegando  em casa, numa boa , cansados , mas felizes.    Obs. não ví nenhum rancho caído ao longo do caminho , esse tal rancho já deve ter caído há dezenas de anos atrás e talvez já tenha virado pó.


    Asa de Hermes, de fato parece mesmo uma asa , tanto vista de perto , quanto de longe.
    Ao longe no alto do morro as pedras chamadas ovos da galinha.
    Cachoeira do Airuoca , lugar muito bonito de águas extremamente frias e cristalinas.
    Rio Airuoca
    Nossos amigos Cristina e Marcelo.
    Um dos ovos da galinha.
    Sem dúvida as pedras da região são um show à parte.
    Pedras , pedras e mais pedras.


    Nesse ponto já era possível avistar ao longe e abaixo a região de Maromba e visconde de Mauá.
    Uma turma muito legal e animada , o que fez com que nossa trilha se tornasse ainda melhor.
    Por melhores que sejam , as fotos não conseguem  transcrever a grandiosidade e beleza da região
    Já deu pra notar que eu adoro pedras , e essa em especial me chamou à atenção.
    Vale do rio preto (Mauá) de uma lado , e vale do paraíba (Resende ) de outro.
    No mirante.
    Cansado, mas feliz.
    Obs. as fotos não estão em ordem.   Aqui, uma breve parada no famoso bar do seu Miguel  na garganta do registro.
    Trecho final da trilha, já bem pertinho da famosa cachoeira do escorrega , na Maromba.
    Descida do mirante até o escorrega, grande parte desse trecho da trilha é  dentro da mata.
    Sempre nos deparamos com recantos muito bonitos, e uma vegetação bem diferente.

    Os bonitos lírios do campo , que também são chamados de amarilis.

A famosa cachoeira do escorrega na Maromba, ponto final de nossa trilha.

    Que sorte , conseguimos uma carona  até Mauá.
    É isso aí :   cansado , mas feliz !!!     Mais uma aventura realizada, com certeza guardarei boas lembranças e excelentes fotos.     Agradeço à amiga Cristina Coelho pelo convite , e aos demais amigos  pela companhia. 

domingo, 15 de dezembro de 2013

TRILHA PENEDO X SERRINHA DO ALAMBARI

    Os imprevistos é que costumam dar os melhores  pedais ...ou as maiores "furadas " e perrengues ,  foi exatamente isso que aconteceu.       À princípio havia combinado com meu amigo Michel , de Volta Redonda , de  subir uma montanha próxima da ponte do Souza , porém devido a alguns mal entendidos acabamos , no último momento , mudando de planos.       Decidimos pedalar por algum lugar diferente da região, a primeira coisa que  me veio a mente foi a tal trilha que liga Penedo a  serrinha do alambari.      Sempre ouvia falar dela e decidí  que esse seria o momento oportuno de conhecê-la.       O problema é que estava pensando que era uma coisa , mas na realidade era outra totalmente diferente , pensava que a trilha seria na maior parte pedalável , porém a trilha , apesar de muito bonita e interessante , era super cascuda e mais apropriada para trekking , de preferência em tempo seco.            Nos dirigimos ao Penedo , e lá iniciamos a trilha, propriamente dita , cuja entrada se situa mais ou menos próximo das 3 cachoeiras , em frente a um mercado.   No princípio tudo muito bom, tudo muito legal , eram só alegrias com trilha maneira  e paisagens bonitas , seguimos em frente e pouco tempo depois nos deparamos com um portão fechando a estrada , ignoramos este obstáculo e entramos assim mesmo.     A partir daí  já foi ficando um pouco difícil pois a trilha ,apesar de boa, se tornou bem íngreme, e para completar era de terra vermelha  e muito recoberta por lodo , ou seja era praticamente um escorregador , a terra molhada tornava tudo ainda mais escorregadio, aí já começou uma série de escorregões e o empurra bike.      Porém nada nos desanimava , e continuamos seguindo com bom ânimo para o alto e avante.    De vez em quando nos deparávamos com trechos mais ou menos planos e pedaláveis , aí aproveitávamos pra tirar algumas fotos porque afinal de contas , pelo menos em teoria , aquilo era um passeio de mountain bike .  Os lugares por onde passamos  eram muito bonitos e bem preservados, e ao longo do caminho pudemos conhecer uma cachoeira bem bonita, escondida em meio a mata densa.    Nessa altura dos acontecimentos nós praticamente só empurrávamos as bikes pois a trilha ,a medida que avançávamos , se tornava cada vez mais estreita, lamacenta e fechada pela vegetação  , o que atrapalhava muito nosso deslocamento.    Foi um perrengue e tanto , muito cansativo , teve  certa hora que até pensei em desistir e voltar pra trás , isso porque a trilha é em meio à mata , sendo assim a gente fica meio perdido e sem referências porque não dá pra olhar pra longe e ter idéia de onde estamos; porém  refleti melhor , troquei uma idéia com o Michel decidimos , em comum acordo a seguir em frente , o que foi ótimo pois se desistisse e voltasse minha reputação como "guia " ficaria  seriamente abalada.   Andamos , andamos e andamos e nada de  chegar na serrinha ; então subitamente   chegamos num enorme brejo , com vegetação muito alta , nesse ponto a trilha sumiu, novamente fiquei  preocupado , mas logo o Michel , que é um trilheiro experiente , achou a trilha novamente,  seguimos em frente e chegamos em 2 abrigos abandonados , o que nos tranquilizou e mostrou que estávamos no caminho certo.    É óbvio que nessas alturas dos acontecimentos nosso pedal se havia transformado em trekking , mas não um trekking comum , e sim um trekking carregando peso , ou seja : carregando as  bikes.   Continuamos nossa árdua jornada e chegamos numa bifurcação , felizmente optei pelo caminho certo, o  que logo foi confirmado pelos marcadores nas árvores.      A partir desse ponto o que já estava ruim se tornou ainda pior, pois até então pudemos empurrar as bikes, mas agora seria necessário carrega-lás  trilha acima,  em alguns lugares o caminho era extremamente íngreme , isso sem falar nos galhos e cipós que a toda hora se emaranhavam em  nós e nas bikes .     Esse trecho foi extremamente cansativo, meu amigo Michel , que é sempre calmo e tranquilo, chegou a ficar preocupado e até consultou seu gps , porém confirmou minhas suspeitas de que já estávamos bem próximos da serrinha do alambari.     Apesar do cansaço e dos perrengues  eu gostei de conhecer essa trilha, a natureza é bem preservada , é mata virgem mesmo, com muitas nascentes de água e bastante animais.   Fiquei impressionado com a quantidade de macacos fazendo algazarra próximos de nós, mas não pudemos avistar nenhum, estavam bem camuflados na vegetação.      O cansaço bateu forte, não via a hora de chegar na serrinha , não aguentava  mais  tantas subidas empurrando bicicleta , que naquela altura dos acontecimentos pareciam ainda mais pesada.      Subimos , subimos e subimos, fizemos muitas curvas e , de repente , graças a Deus , a mata terminou e saímos no alto de uma montanha totalmente recoberta de pasto, onde uma boiada pastava tranquilamente.      Mal acreditei que estávamos chegando , mas era mesmo verdade ,  abaixo e ao longe avistamos a serrinha do alambari.     A partir daí foi só descer , logo chegamos na serrinha , fizemos uma breve  parada pra tomar um banho no ribeirão de águas bem frias, foi ótimo renovou nossas energias.       Desse ponto em diante foi tudo bem light e previsível, lanchamos na serrinha e depois  voltamos via  trilha da aman.    Apesar dos perrengues  gostei muito ,tudo tem seu lado positivo , sempre vale a pena conhecer lugares novos e superar desafios ;acrescentei mais uma aventura ao meu currículo e com certeza fiquei um pouco mais descolado.    Agradeço ao Michel pela companhia.        E para àqueles que ainda não conhecem , aí vão algumas fotos para terem uma  idéia.
    Em alguns  trechos era possível pedalar.
   No começo tudo era relativamente fácil.
                     Depois de certo tempo  o mato foi tomando conta , e a trilha se tornando cada vez mais estreita.
                     Uma bonita cachoeira escondida no meio da mata.
    De repente saímos da mata fechada e chegamos no alto dessa montanha recoberta de pasto , de onde podia se avistar a serrinha.
    Quase no final da trilha , bem pertinho da serrinha do alambari  descobrimos  esse pocinho , onde aproveitamos para descansar um pouco.